𝐀𝐠𝐫𝐚𝐝𝐞𝐜𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐚𝐨𝐬 𝐀𝐠𝐞𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐂𝐢𝐧𝐭𝐫𝐚 𝐞 𝐒𝐚𝐧𝐭𝐨𝐬 𝐝𝐚 𝟏𝟖ª 𝐄𝐬𝐪𝐮𝐚𝐝𝐫𝐚 – 𝐂𝐚𝐦𝐩𝐨 𝐆𝐫𝐚𝐧𝐝𝐞
“Exm.º Senhores Há muito tempo que deveria ter escrito estas palavras, mas o tempo passou tão depressa e tão devagar que apesar de quase todos os dias pensar nisso, só agora o faço. Nesse dia, em nossa casa, morreu o meu marido, António V. Quero agradecer, mas agradecer do coração, aos agentes, das quais não me lembro das caras, nem sei os nomes, a maneira sensível e humana, como procederam comigo e com os meus filhos e genros, ultrapassando o seu papel de agentes de autoridade, mas sem nunca o terem esquecido. Mostraram bem que eram Homens bons e muito bem formados, todo o tempo, muitas horas, todas as horas em que estiveram em nossa casa e trocando poucas palavras, agiram sempre de um modo irrepreensível de que agora, à distância, me sinto ainda mais agradecida. Por tudo isso, um muito obrigado, Atrasado, mas muito reconhecido. Maria V.”